SuperBomber3000 Escreveu:Um exemplo bem pequeno, mas válido para esse raciocínio foi quando a Cloverway trouxe Trigun, Samurai Champloo e Gungrave para o Brasil em 2005. Ela planejava mandar esses 3 animes para a Álamo que era a grande cliente dela no país, só que a mesma já estava abarrotada de títulos para dublar, incluíndo filmes e animes do Animax/Sony. Então ela contratou a Som de Vera Cruz, que tinha espaço de disponibilidade para dublar esses títulos. Por mais estranho que pareça eu realmente não imagino que todos os estúdios atuais paulistas e cariocas consigam dar conta da atual demanda da TV Paga e ainda por cima com qualidade, tendo em vista exemplos como esse.Capaz que tenha sido com os dubladores de Campinas então, SuperBomber, me confundi.
E a entrevista a que você se refere não foi com dubladores de Campinas? Lembro-me que teve uma com o Roberto Ciantelli(ex-dublador de Miami e fundador da Mr. Dub e outros estúdios em Campinas), mas acho que não era de BH não.
Sobre a questão da dublagem de Trigun, Samurai Champloo e Gungrave, fiquei sabendo de outra versão. Na época, algum dublador comentou que a Som de Vera Cruz ofereceu o trabalho por um preço bastante baixo a fim de mostrar o serviço e, depois, vir a ser contratada de novo. Lembro que disseram que foi "praticamente de graça" ou algo do tipo. Enfim, mas a Cloverway só enviou esses títulos pra lá e os demais da época continuaram indo pra Álamo, com exceção de YuYu Hakushô.
E eu acredito que os estúdios brasileiros tenham sim capacidade de abrigar tudo que é dublado atualmente. A gente fica sabendo, em tempo real, de poucas coisas acontecendo, mas existem dezenas de estúdios no Rio e em São Paulo, e muitos estúdios bons que não fazem tantos trabalhos atualmente, como Wan Macher, por exemplo. Seguindo uma lógica boba: se a Lexx, que é um estúdio novo, consegue fazer tantos trabalhos pra home vídeo e televisão, por que uma Wan Macher não conseguiria? Provavelmente consegue - tanto que já dublou muitas coisas da Warner -, mas é mais cara e o distribuidor não quer pagar o preço, prefere enviar pra estúdios menores e, quando é o caso, sair do eixo Rio-São Paulo ou do Brasil. Acredito de verdade que o ponto não sejam estúdios abarrotados ou ganância dos donos de estúdios, e sim uma "visão estratégica" distante de qualidade que os distribuidores têm.