Dublagens com alto teor de palavrões

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Felipe81 Escreveu:Uma declaração hipócrita do Alexandre Marconatto nessa entrevista. O mesmo Marconatto que diz num programa que não fala palavrões, é o mesmo que num filme do Stallone, solta um "Vai Tomar no **!", e na série True Blood fala vários palavrões! Não tenho nada contra ele, mas que me perdoem, esse dublador perdeu o meu respeito!

?????
Dubladores são atores, eles tem que seguir o roteiro que são dado a eles, podem recusar até o papel mas seria a mesma coisa que recusar a ganhar dinheiro, o Alexandre Marconatto não fala palavrões na vida privada ,o personagem é quem fala o palavrões. É totalmente diferente, seria a mesma coisa se chamar o Leonardo Dicaprio de racista por interpretar um personagem personagem racista em Django livre.
Filmes:

Sexta Feira 13
B-13
13º Distrito (2014)
Vizinhos
Elysium (algumas partes)
Namoro ou Liberdade
Para Maiores,etc...
Todos ou quase os filmes do Jackass

Séries:

Jessica Jones
Orange Black
Sense 8
The Walking Dead
Southland Cidade do Crime,etc...
...............
(Este post foi modificado pela última vez em: 13-03-2018, 11:39 por Felipe81.)
Felipe81 Escreveu:O Michel, o A. Marconatto declarou numa entrevista numa Radio numa rádio evangélica (não sei se você sabe ele é pastor) que ele não fala palavrões na dublagem. Não tenho nada contra ele por favor, é que depois que eu vi essa entrevista eu fico com a impressão que ele declarou isso nesse programa só para fazer média. Porque se fosse mais sincero, ele deixaria uma impressão ruim no programa.
Eu não sei quando ele se converteu,e sabe eu assisti o primeiro filme do B-13 e ele fala muitos palavrões e eu já assisti essa entrevista dele,mas creio que se esse é o trabalho do cara então ele é remunerado por isso!
Michel Cruz Escreveu:
Felipe81 Escreveu:Uma declaração hipócrita do Alexandre Marconatto nessa entrevista. O mesmo Marconatto que diz num programa que não fala palavrões, é o mesmo que num filme do Stallone, solta um "Vai Tomar no **!", e na série True Blood fala vários palavrões! Não tenho nada contra ele, mas que me perdoem, esse dublador perdeu o meu respeito!
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Dubladores são atores, eles tem que seguir o roteiro que são dado a eles, podem recusar até o papel mas seria a mesma coisa que recusar a ganhar dinheiro, o Alexandre Marconatto não fala palavrões na vida privada ,o personagem é quem fala o palavrões. É totalmente diferente, seria a mesma coisa se chamar o Leonardo Dicaprio de racista por interpretar um personagem personagem racista em Django livre.

Muito complicada essa questão que tem dois lados, ele poderia sim recusar o papel mesmo perdendo dinheiro, acho que as pessoas não devem vender suas convicções por uns trocados, como fez o Marco Ribeiro, que agiu de acordo com o que ele acreditava, eu acho que pelo posicionamento religioso que ele tem, é meio complicado ele fazer esse tipo de coisa. Entretanto o Michel tem razão, o cara é um ator, quer dizer ele tem que fazer aquilo que o papel dele pede pra fazer, ator não tem dessas coisas, ele faz o que tem que fazer e pronto. O problema na verdade não é que o cara fale palavrões, ou nem mesmo a questão da religião que ele professa, e nem que ele seja um ator, a questão é outra, quem está mais errado o Marco Ribeiro por ter recusado o papel de homossexual em um filme ou o Marconatto por fazer algo que a religião dele não admite, pelo que eu sei, e ainda assim o Marconatto é uma espécie de sacerdote na religião dele, assim como o Marco Ribeiro, portanto deveria ter uma conduta exemplar.

Agora, quero lembrar uma coisa, o Marco Ribeiro não tem o meu respeito pelo seguinte, ele se recusa a dublar um cara que é gay, mas ele não se recusou a dublar um demônio, ou o descendente de uma linhagem de demônios, que foi o Yusuke Urameshi, e fora que o desenho tem bastante coisa que seria considerada normalmente como "putaria", ele pega na genitália de um personagem transgênero por exemplo, um ato que seria visto com suspeição em um país latino-americano, predominantemente católico, como o Brasil, só pra sentir como é a questão, e ele fez tranquilamente o papel. Agora, eu me pergunto quem é mais hipócrita o Marco Ribeiro e sua religiosidade que age seletivamente sobre determinados papéis que representam grupos sociais oprimidos (hoje nem tanto, mas no passado ostensivamente), ou o Marconatto que por ser ator realmente tem que fazer coisas que vão contra ao que é pregado na sua religião?

É uma coisa bem complexa a ser discutida, eu francamente acredito que ator tenha que fazer de tudo mesmo. Mas isso não compactua com a outra profissão que eles tem, que exige, de certa forma, alguns hábitos, algumas atitudes que sejam exemplo para os seus fiéis. Deve ser muito difícil escolher entre um lado e outro, eu acho que eles devem sim escolher um lado preferencial nesta história, porque ficar em cima do muro, com esse tipo de comportamento seletivo que flerta com o preconceito é complicado. Espero não ter falado nenhuma asneira, mas acho que os dois discutiram questões pertinentes e apresentaram visões consistentes da história, só que de lados opostos, tentei aqui através desse post, conciliar ou contrapor ambas as visões. Não vejo como conciliar aspectos religiosos com a profissão de ator, acho que todo ator tem o direito de ter a religião que quiser, mas a partir do momento que ele usa como meio de vida a religião também, aí a coisa fica extremamente complicada, porque uma hora ele vai acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo, será que existe essa necessidade da escolha de um dos lados? Lembrando que usei as expressões Deus e o Diabo, no significado popular da expressão, jamais com viés religioso.
taz Escreveu:Muito complicada essa questão que tem dois lados, ele poderia sim recusar o papel mesmo perdendo dinheiro, acho que as pessoas não devem vender suas convicções por uns trocados, como fez o Marco Ribeiro, que agiu de acordo com o que ele acreditava, eu acho que pelo posicionamento religioso que ele tem, é meio complicado ele fazer esse tipo de coisa. Entretanto o Michel tem razão, o cara é um ator, quer dizer ele tem que fazer aquilo que o papel dele pede pra fazer, ator não tem dessas coisas, ele faz o que tem que fazer e pronto. O problema na verdade não é que o cara fale palavrões, ou nem mesmo a questão da religião que ele professa, e nem que ele seja um ator, a questão é outra, quem está mais errado o Marco Ribeiro por ter recusado o papel de homossexual em um filme ou o Marconatto por fazer algo que a religião dele não admite, pelo que eu sei, e ainda assim o Marconatto é uma espécie de sacerdote na religião dele, assim como o Marco Ribeiro, portanto deveria ter uma conduta exemplar.

Agora, quero lembrar uma coisa, o Marco Ribeiro não tem o meu respeito pelo seguinte, ele se recusa a dublar um cara que é gay, mas ele não se recusou a dublar um demônio, ou o descendente de uma linhagem de demônios, que foi o Yusuke Urameshi, e fora que o desenho tem bastante coisa que seria considerada normalmente como "putaria", ele pega na genitália de um personagem transgênero por exemplo, um ato que seria visto com suspeição em um país latino-americano, predominantemente católico, como o Brasil, só pra sentir como é a questão, e ele fez tranquilamente o papel. Agora, eu me pergunto quem é mais hipócrita o Marco Ribeiro e sua religiosidade que age seletivamente sobre determinados papéis que representam grupos sociais oprimidos (hoje nem tanto, mas no passado ostensivamente), ou o Marconatto que por ser ator realmente tem que fazer coisas que vão contra ao que é pregado na sua religião?

É uma coisa bem complexa a ser discutida, eu francamente acredito que ator tenha que fazer de tudo mesmo. Mas isso não compactua com a outra profissão que eles tem, que exige, de certa forma, alguns hábitos, algumas atitudes que sejam exemplo para os seus fiéis. Deve ser muito difícil escolher entre um lado e outro, eu acho que eles devem sim escolher um lado preferencial nesta história, porque ficar em cima do muro, com esse tipo de comportamento seletivo que flerta com o preconceito é complicado. Espero não ter falado nenhuma asneira, mas acho que os dois discutiram questões pertinentes e apresentaram visões consistentes da história, só que de lados opostos, tentei aqui através desse post, conciliar ou contrapor ambas as visões. Não vejo como conciliar aspectos religiosos com a profissão de ator, acho que todo ator tem o direito de ter a religião que quiser, mas a partir do momento que ele usa como meio de vida a religião também, aí a coisa fica extremamente complicada, porque uma hora ele vai acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo, será que existe essa necessidade da escolha de um dos lados? Lembrando que usei as expressões Deus e o Diabo, no significado popular da expressão, jamais com viés religioso.
Concordo contigo. Eu nasci em uma família cristã fervorosa e com grande influência dentro da congregação que frequentávamos. Sempre sonhei em ser dublador, desde que era bem pequeno, e quase sempre era confrontado com perguntas como "E se você for escalado para dublar um demônio?", "E se você for escalado para dublar um gay?", "E se você for escalado para dublar um personagem bíblico numa obra que não é fidedigna ao livro?". Acabei tendo de cessar minhas expectativas por um tempo. Hoje sou agnóstico e não ligo mais, quero ser dublador e vou lutar para isso. Mas, noto que cada vez mais conceitos que tem mudado dentro da religião de que eu e minha família éramos adeptos. Antigamente nem passava pela cabeça dos líderes que filmes produzidos por nós fossem feitos, por exemplo, até porque profissões como de ator e futebolista também eram rechaçadas por lá. Enfim, voltando, hoje em dia são desenvolvidos dezenas de filmes por ano que são disponibilizados pelos cantos mais variados da internet. Então o que eu acho é que mesmo convenções pragmáticas como as religiosas tendem à passar por mudanças significativas, evoluções. Não acho que caso exista um deus, ele queira que nós abdiquemos dos nossos sonhos -- e também da nossa felicidade -- para seguirmos à ele incondicionalmente. Somos indivíduos, ora bolas, com desejos, estimativas e opiniões que quase sempre diferem da do próximo.
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Quanto à dublagem do filme "Milk", a diretora da dublagem do mesmo disse, em razão da recusa do Marco em dublar o personagem do Sean Penn: "Não é que ele [Ribeiro] tenha algo contra homossexuais, é que as pessoas ao seu redor confundem sua profissão de ator com o lado religioso", e declarou que já foi perseguido por outros grupos religiosos por causa dos papéis violentos que ele teve que dublar. Inclusive, o próprio falou disse por e-mail: "Não tenho preconceito de nenhuma espécie, até porque preconceito vai contra os princípios do evangelho pregado por Jesus Cristo, evangelho este no qual creio e proclamo, que diz que não devemos julgar para não sermos julgados".
Leonardo Marques Escreveu:Quanto à dublagem do filme "Milk", a diretora da dublagem do mesmo disse, em razão da recusa do Marco em dublar o personagem do Sean Penn: "Não é que ele [Ribeiro] tenha algo contra homossexuais, é que as pessoas ao seu redor confundem sua profissão de ator com o lado religioso", e declarou que já foi perseguido por outros grupos religiosos por causa dos papéis violentos que ele teve que dublar. Inclusive, o próprio falou disse por e-mail: "Não tenho preconceito de nenhuma espécie, até porque preconceito vai contra os princípios do evangelho pregado por Jesus Cristo, evangelho este no qual creio e proclamo, que diz que não devemos julgar para não sermos julgados".

Belas palavras sem dúvida, mas atitude foi sem dúvida ambígua e controversa, infelizmente, nem tudo aquilo que é dito é posto em prática. Não sou cristão, nem professo nenhum tipo de religião, mas acho que nesse ponto a imagem que nos é passada sobre Jesus Cristo é um exemplo a ser seguido, no tocante ao respeito do ser humano, de acordo com os relatos que temos a figura Jesus Cristo pregou mesmo em contraposição àqueles que o perseguiam, ou seja ele continuou a fazer exatamente aquilo que acreditava sem se importar se seria perseguido ou não, engraçado o Marco Ribeiro ter alegado o medo de perseguição, os homossexuais passaram a história inteira sendo perseguidos, queimados vivos e punidos pelos outros, até lobotomia os caras faziam com os homossexuais, e pra quem não sabe, lobotomia, é uma intervenção cirúrgica no cérebro, perigosíssima, porque qualquer intervenção nesta região pode causar danos irreversíveis, ou seja uma violência sem precedentes.

Foi sim uma atitude preconceituosa, é a mesma coisa que enfiar uma faca numa pessoa e dizer que você não está querendo matá-la, enfim, então quer dizer que se não foi por preconceito, foi por covardia, pra mim ambas as versões são igualmente deploráveis, sem dúvida. Seria melhor que ele dissesse que era incompatível com as convicções e os ideias da religião a qual ele professa, seria algo digno a ser dito, e até respeitável. Eu digo isso não porque eu estou julgando ninguém, porque não tenho nenhum poder para julgar e nem mesmo formação para tal ato, mas nós cidadãos somos livres para criticar e emitir opiniões sobre quaisquer assuntos, o nome disso é liberdade de expressão, e está assegurada pela Carta Constitucional de 1988 vigente neste país.
Alguém que viu Deadpool dublado sabe se a Delart manteve os palavrões do texto original? Pois como eu vi legendado não tinha como saber. Fico até tenso só de pensar que pegaram leve no vocabulário, sendo que Deadpool já é para maiores, então não faria sentido suavizar palavras mais pesadas.
Leonardo Marques Escreveu:Alguém que viu Deadpool dublado sabe se a Delart manteve os palavrões do texto original? Pois como eu vi legendado não tinha como saber. Fico até tenso só de pensar que pegaram leve no vocabulário, sendo que Deadpool já é para maiores, então não faria sentido suavizar palavras mais pesadas.

Pelo que tão comentando e pelo que a Delart disse, mantiveram todos os palavrões?

Um usuário do facebook, que já assistiu ao filme, na página Tony Stark Sincero comentou: "Sem freio algum, teve muito pqp, fdp, vtnc, vsf e muito baralho (sem abreviações)"
"Tá loca, está onde México:

Aqui sim desgosto, oitenta e cinto.
Que dirá.. não... queridá... Chiquititinha.
Lhe sucata onde. E na alergia eu sentei pela loucura, tô com um mico que vai votar.
"

Del Ocho, Chavo

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