Outras Vozes:
Adalmária Mesquita, Dario Lourenço, Dolores Machado, Edna Mayo, José Santana, João Francisco Turelli, João "Jaci" Batista, Júlio Cezar, Maria da Penha, Maurício Barroso, Sônia de Moraes, Vera Miranda.
Se proceder mesmo, é a primeira vez que a dublagem de South Park é feita fora de Miami, após algumas gravações adicionais remotas nas últimas temporadas, e após o filme "Bigger, Longer & Uncut".
E mais do que um game dublado, é South Park fora de Miami, isso por si só é um tema grande o suficiente para merecer um tópico próprio, ao invés de ser debatido no "Games Dublados", visto que pode afetar a dublagem da série daqui em diante também, não é impossível. Espero que a moderação entenda a criação deste tópico a partir deste ponto de vista. Pode ser que amanhã o desenho venha a ser dublado a partir da próxima temporada com o elenco desse game, nunca se sabe.
Não afirmo e nem tenho certeza, mas tive impressão que chamaram o Ettore e o Torreão no Stan e no Cartman. Kyle me pareceu ser a Bianca Lua ou a Thayná Marciano, mas não afirmo com certeza; o resto não reconheci.
De pequenas adaptações de termos a frases inexistentes no original, certos tradutores e editores foram longe demais em sua militância política. Um debate sério sobre isso teve início.
Que o mundo do entretenimento foi dominado por uma série de discursos políticos, isso não é novidade alguma. Canais como o Heróis e Mais, Ok Nerd, Linhagem Geek e toda a Liga Nerdola estão sempre atentos e denunciando os excessos de militância política em filmes, séries, animações e nos quadrinhos. No entanto, esse embate de ideias e valores pode estar entrando em uma nova fase.
No dia 30 de dezembro, no Twitter (digo, no X), o perfil Bounding Into Comics (@boundingcomics) fez um post denunciando a militância política de tradutores que fazem alterações no texto e intenções originais dos autores, promovendo agendas ideológicas e identitárias. Através de uma thread, diversos exemplos foram apresentados, exemplificando algo que já não é mais uma exceção, mas uma norma na indústria de entretenimento.
Segundo o Bounding Into Comics, o game NEO: The World Ends with You teve um diálogo alterado para incluir uma mensagem anti-capitalismo. Em outro game, o Skies of Arcadia (no Japão, Eternal Arcadia), o tradutor ocidental admitiu que reescreveu vários diálogos.
Já a dublagem em inglês da Netflix para o animê Tiger & Bunny 2 inseriu uma crítica às "normas de gênero antiquadas" e fez um personagem se declarar feminista, ainda que isso não constasse no original. E na comédia romântica Acho que Transformei Meu Amigo de Infância em Uma Garota, um personagem que originalmente é um rapaz afeminado passou a ser chamado de uma "garota transgênero". É uma obra de orientação LGBTQ (não sei se ainda se escreve assim), mas até os fãs apontaram que a tradução foi infeliz e não adequada às intenções do autor. Os exemplos são muitos.
No Brasil, ficou famoso em 2020 um caso envolvendo a Editora Pipoca e Nanquim e sua versão do mangá Recado Para Adolf, de Osamu Tezuka. Em um quadrinho, quando um velho nazista está acamado, ele diz para não se preocuparem com sua saúde, pois ele tinha "histórico de atleta". Era uma alusão bastante direta a uma frase controversa do então presidente Jair Bolsonaro (2019~2022) ao dizer que, por seu "histórico de atleta", não se preocupava muito com a pandemia que se iniciava e sobre a qual pouco se sabia.
tem vídeos no youtube que abordam sobre esses assuntos citados.
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Vale ressaltar que no Brasil teve o mesmo caso (mudança do texto) com a dublagem de brooklyn 99 que teve citação politica e tiveram que redublar o trecho por causa da polêmica.