Kevinkakaka Escreveu:Taz, existem valores determinados pelo SATED SP que Campinas, segundo os dubladores de SP, não está cumprindo. E pelo que se diz nas conversas, o desrespeito é muito mais gritante do que aquele que volta e meia acontece nas duas grandes praças.
Eu acho que se você preza pela justiça e pela qualidade, não devia deslegitimar as críticas que os profissionais expõem ao público consumidor. Você fala como se dublagem não fosse uma profissão séria. Existe "prova" sim, existe "julgamento" sim, pois a partir do momento que alguém oferece concorrência desleal numa profissão amparada por um sindicato, caso seja realmente verdade, é passível de medidas.
Só esclarecendo alguns pontos, que eu gostaria que ficassem claros. Deixando claro, que não estou querendo aumentar ainda mais a discussão.
Estão falando isso que vc disse acima. O problema é que fica um disse-me-disse, e isso é muito inadequado. 'Quem tem boca fala o que quer', como diz um velho ditado. É preciso ver com um certo distanciamento certas questões. Principalmente quando existem interesses das partes envolvidas em jogo.
A minha intenção não é a deslegitimar o discurso da Flora. Estou apontando um erro de avaliação da parte dela, que como profissional, poderia ter se resguardado um pouco mais. Não estou questionando a idoneidade ou a autenticidade da indignação dela. Mas já que ela tornou público esse tipo de coisa, existem consequências de todas as naturezas e ordens possíveis. Quando uso a palavra 'profissional' eu tô falando que é um outro nível. E isso inclui uma série de responsabilidades que as pessoas tem que estar cientes que elas tem. É aquela velha regrinha do Tio Ben 'Grandes poderes, grandes responsabilidades'. Quando a gente se forma, tem todo um ritual, aquele rito de prestar um juramento, não é atoa, as pessoas não levam aquilo a sério, mas naquele juramento estão os meus compromissos éticos com a profissão que eu escolhi exercer e exerço/exercerei futuramente.
Se os estúdios e/ou dubladores se sentem lesados de alguma maneira, por algum eventual dolo que tenha sido causado por estes estúdios em questão, a atitude correta e coerente é acionar a justiça, e ver o que pode ser feito. O público não tem absolutamente nada a ver com isso. Se o público acha a mesma coisa, ótimo está no direito de se manifestar. O profissional pode se manifestar tbem, de forma responsável, mantendo-se dentro daquilo que se espera da atitude de um profissional, de acordo com a ética profissional. Não é porque o outro erra, que eu vou errar tbem. O erro tem que ser combatido, ou melhor corrigido, e não ser a resposta ou uma forma de resolução de um outro erro/problema. É muito mais sóbrio deixar que a justiça se encarregue de fazer qualquer julgamento, porque é uma competência jurídica julgar, e não do público.