Vi o episódio 4 de Joker Game dublado agora pouco. A dublagem é ótima, mas teve uma cena que eu não consegui levar a sério e senti uma certa vergonha alheia. Foi meio cringe de escutar.
É uma cena onde um policial militar de Xangai, dublado pelo Raphael Rossatto, interroga o personagem do Wellington Lima sobre ele ter "livros esquerdistas" e se ele teria "deixado de ser esquerdista". E o personagem confirmando que sim, que deixou de ser esquerdista.
O humor involuntário está no fato da pessoa do Wellington Lima, na vida real, ter certas posições que batem com a do personagem (e por mais que eu goste do Wellington como dublador, pelo o que eu já vi no Twitter dele há uns tempos atrás, ele é bem extremista com política, o que independente do lado eu acho bem ruim). E claro, a própria conjectura política atual do Brasil tem uma correlação com a cena, um dos personagens é um policial militar, por exemplo. Eu não consegui dissociar uma coisa da outra.
Se ainda fosse outro dublador, como o Tatá Guarnieri, o Wendel Bezerra ou o Alexandre Marconato (que não são esquerdistas em suas vidas pessoais até onde eu saiba) eu acharia um pouco menos cringe, mas na hora me veio à cabeça uma imagem do próprio Wellington tendo que interpretar essa cena dentro do estúdio.
Seria mais interessante se, sabe-se lá quem tenha sido o tradutor dessa dublagem - provavelmente o Del Greco, a Yonamine ou a Renata Leitão - tivesse usado o termo "revolucionário" ao invés de "esquerdista". Embora o teor ainda seja o mesmo e o diálogo não esteja de fato errado, o humor involuntário não aconteceria.
OBS.: Não estou criticando qualquer ideologia que seja aqui. Numa situação inversamente proporcional, como exemplo um pastor evangélico dublado pelo Alexandre Marconato sendo interrogado por comunistas, eu teria a mesma reação ao assistir isso. Só quero dizer que dado o que sei da política brasileira atual e da posição pessoal de alguns dubladores, eu não consegui levar essa cena à sério.
É uma cena onde um policial militar de Xangai, dublado pelo Raphael Rossatto, interroga o personagem do Wellington Lima sobre ele ter "livros esquerdistas" e se ele teria "deixado de ser esquerdista". E o personagem confirmando que sim, que deixou de ser esquerdista.
O humor involuntário está no fato da pessoa do Wellington Lima, na vida real, ter certas posições que batem com a do personagem (e por mais que eu goste do Wellington como dublador, pelo o que eu já vi no Twitter dele há uns tempos atrás, ele é bem extremista com política, o que independente do lado eu acho bem ruim). E claro, a própria conjectura política atual do Brasil tem uma correlação com a cena, um dos personagens é um policial militar, por exemplo. Eu não consegui dissociar uma coisa da outra.
Se ainda fosse outro dublador, como o Tatá Guarnieri, o Wendel Bezerra ou o Alexandre Marconato (que não são esquerdistas em suas vidas pessoais até onde eu saiba) eu acharia um pouco menos cringe, mas na hora me veio à cabeça uma imagem do próprio Wellington tendo que interpretar essa cena dentro do estúdio.
Seria mais interessante se, sabe-se lá quem tenha sido o tradutor dessa dublagem - provavelmente o Del Greco, a Yonamine ou a Renata Leitão - tivesse usado o termo "revolucionário" ao invés de "esquerdista". Embora o teor ainda seja o mesmo e o diálogo não esteja de fato errado, o humor involuntário não aconteceria.
OBS.: Não estou criticando qualquer ideologia que seja aqui. Numa situação inversamente proporcional, como exemplo um pastor evangélico dublado pelo Alexandre Marconato sendo interrogado por comunistas, eu teria a mesma reação ao assistir isso. Só quero dizer que dado o que sei da política brasileira atual e da posição pessoal de alguns dubladores, eu não consegui levar essa cena à sério.