Diretores que se auto-escalam

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Maldoxx Escreveu:Tendo a dizer que as autoescalas na Alcateia costumam ser "melhor mascaradas" porque o estúdio é muito bom em seus trabalhos, o que não é o caso da MGE (não acho o estúdio ruim, mas bom não é).
Na MGE eu sinto que tudo é feito num extenso "foda-se", parece que os diretores nem se dão ao trabalho de revisar o material e os possíveis erros. Junta isso com elencos super previsíveis e esse é o resultado...
Fallon Escreveu:Verdade, eu confundi. Mas é que parece tanto auto-escalação dos irmãos, que as vezes eu esqueço da panela de dubladores da Mge.

Em doramas é demais. Esse último " Uma Advogada Extraordinária" foi o auge da panelinha. O Felipe se escalou e escalou os Irmãos nos principais e a namorada de um dos irmãos na protagonista. Eu duvido que teve testes, foi tudo na base do nepotismo.

Aprenderam com o melhor escalador de panela MJ rs. quem tem escalado melhor e variando é a Amanda Manso - pelo menos do que vi.

Netflix só pede teste pra atores e produções selecionadas, Henry Cavill, Millie Bobby, série Perdidos no Espaço... sobre as escajas acho engraçado que em algumas séries o Felipe não segue escalação do Alexandre e vice versa lembrei de cabeça de dois casos
Maldoxx Escreveu:Para pegar dois exemplos gritantes, a Flávia se autoescalou na Maeve Mackey em Sex Education (que na série, vale lembrar, é uma adolescente/jovem adulta) e em Medíocres (Hacks), se autoescalou na Hannah Einbinder, uma atriz jovem. Ambas as atrizes interpretam protagonistas em suas respectivas séries, e na voz original pouco tem a ver com a voz da Flávia. Ainda que o trabalho interpretativo tenha ficado bom, sempre se tem a possibilidade de se escalar alguém que combine mais com a atriz (especialmente em outros projetos, com papéis com outros trejeitos).

Da Alcatéia tem um caso recente que não engulo o que fizeram... uma parcela dos personagens da série Uma Equipe Muito Especial são negros na maioria foram feitos por dubs negros e a mais relevante e principal foi feita pela Flávia (já tinha feito a atriz antes) pra mim não é compreensível cuidar das escalações, chamaram o Gabriel Lodi pra um personagem trans e ignoraram isso na principal, tem vários de SP tbem, não custava colocar uma dubladora afro-descendente.. fica minha indignação..
Aoi Tori Escreveu:Na MGE eu sinto que tudo é feito num extenso "foda-se", parece que os diretores nem se dão ao trabalho de revisar o material e os possíveis erros. Junta isso com elencos super previsíveis e esse é o resultado...
Exagerado essa fala ai, mas não acompanho todos projetos do estúdio pra contrariar. A maioria dos trabalhos q vejo são as séries/filmes mais populares e os elencos são satisfatórios pra mim

Agora, além dos irmãos Drummond, sempre q vejo a Hannah na direção, ela sempre escala o Felipe e a Saddy kkkkkkk. Devia ter um tópico pra diretores que sempre escalam os mesmos dubladores
SEE YOU SPACE COWBOY ...
Eu acho que o caso da Alcatéia é algo que vem desde quando a Fernanda e Marlene dirigiam na Double Sound. Estou revendo Flapjack e além da Fernanda fazer a maioria das placas, ela e a Marlene quase sempre estão em algum personagem. Sinto que elas só seguiram isso agora na Alcatéia, fazendo algo mais familiar.
E aí, pessoal? Tudo bem?
Um colega me avisou que meu nome tava rolando por aqui e resolvi dar uma prestigiada e trazer luz em temas que foram citados aqui.

MrDestron, de onde você tirou essa informação/impressão? Vou te dar alguns números para te ajudar, a matemática vai nos ajudar também. Vem comigo!
Eu dirigi 17 filmes para cinema desde 2015, desses filmes, eu me escalei em 01, cujo o ator eu já tinha dublado meses antes em outra empresa. Para sua surpresa, a porcentagem de vezes que me escalei em filmes de cinema chega ao assustador resultado de 0,17%.

"Ah, mas você fez o vilão de OPM na segunda temporada!"
É só pegar as entrevistas que dei para os incontáveis eventos pelo Brasil e nem precisa de muito esforço para compreender. Na primeira temporada, fizemos cerca de 100 testes. Foram baterias e baterias. Pro Saitama foram 5 rodadas. Na segunda temporada, novamente mais testes para os personagens e pasme: Muitos dubladores já tinham fixos pequenos, médios e grandes. Foram quase 150 dubladores nos primeiros 12 episódios. Com isso, eu não tinha muita alternativa de elenco. Me coloquei no teste e nas notas que mandei para o cliente, sugeri outro ator que não fosse eu, por dois motivos: O personagem gritava MUITO e por não querer PRIVILEGIAR meu trabalho de forma injusta. O cliente escolheu o Diego e quanto a isso eu não posso fazer mais nada, fui lá e fiz o meu melhor, e não é que o público gostou? Talvez aqui não, mas aqui é um microcosmo dessa internet tão gigante não é?

Eu super respeito o fórum, e digo isso faz muito tempo, mas muitas das vezes acredito que tem uma certa "maldade" e as opiniões aqui são um pouco enviesadas a favor do próprio arcabouço pessoal. A realidade dentro do estúdio, na pré-produção e no contato com os clientes é muito mais complexa e vertical do que se possa imaginar aqui. Em Bastard por exemplo, eu não tinha me escalado para o personagem principal. Tinha escalado um colega que admiro muito, mas ele enfrentava uma questão pessoal delicadíssima e esse personagem deveria ser gravado presencial pois gritava PARA CARAL..

Não vou ficar me esticando aqui, mas achei curioso o comentário do MrDestron e a réplica do Reinaldo. Em quatro temporadas de Young Sheldon (ou seja 84 episódios) eu fiz um total de 0 personagens entre convidados ou fixos. Em American Gods (primeira temporada) fiz um total de 0 personagens entre convidados ou fixos. Em Star Wars Visions fiz um total de 0 personagens entre convidados e fixos. Em Cavaleiro do Lua fiz um total de 0 personagens entre convidados e fixos. A matemática é exata né? Eventualmente, raramente, fiz uso da minha escalação e os motivos são diferentes e sempre ancorados em critérios artísticos. Agora em Setembro, teremos a estreia de dois projetos muito importantes pra mim. O primeiro (na primeira quinzena), eu fiz um total de 0 personagens. E o que estreia nos cinemas na segunda quinzena, repeti o feito e fiz um total de 0 personagens.

Reinaldo, com relação ao seu comentário de que escalo os "amigos", puxa a escalação de tudo que fiz nos últimos 7 anos e vai cair da cadeira também. E quando escalo algum amigo, pode apostar que ele arrebentou ou vai arrebentar no papel. Adoro dicas, toques e conselhos construtivos... mas tem que ser ancorado em fatos, em conhecimento de mercado, em conhecimento na realidade que se passa dentro do estúdio e nos seus corredores. Achismos e impressionismos não contam pra mim. Falar até papagaio fala.

Abs,
DL


Reinaldo Escreveu:Não acho que ele faça isso, mas escala amigos com frequência rs



Gente bem relacionada se dá bem mesmo. Ela não dirige na MGE pelo que sei, acho que começou na Sérgio Moreno depois foi na Gigavoxx..
diegolimadub Escreveu:Reinaldo, com relação ao seu comentário de que escalo os "amigos", puxa a escalação de tudo que fiz nos últimos 7 anos e vai cair da cadeira também. E quando escalo algum amigo, pode apostar que ele arrebentou ou vai arrebentar no papel. Adoro dicas, toques e conselhos construtivos... mas tem que ser ancorado em fatos, em conhecimento de mercado, em conhecimento na realidade que se passa dentro do estúdio e nos seus corredores. Achismos e impressionismos não contam pra mim. Falar até papagaio fala.

Abs,
DL

Perdão se ficou ofendido por dizer "que escala amigos", não disse que você é mal diretor, injusto ou que se autoesala, entendo se e não me incomoda. Pelo que vi de produções que você dirigiu você escala e dirige bem.

Meu ponto é diretor que apenas escala as mesmas pessoas sem variar elencos e em alguns casos diz que não existe grupos ou panelas no meio - que não é o seu caso.
Silvio Giraldi
diegolimadub Escreveu:MrDestron, de onde você tirou essa informação/impressão? Vou te dar alguns números para te ajudar, a matemática vai nos ajudar também. Vem comigo!
Eu dirigi 17 filmes para cinema desde 2015, desses filmes, eu me escalei em 01, cujo o ator eu já tinha dublado meses antes em outra empresa. Para sua surpresa, a porcentagem de vezes que me escalei em filmes de cinema chega ao assustador resultado de 0,17%.

Peço perdão pelo meu erro Diego, vc realmente tá certíssimo sobre td q disse e provou q eu estava equivocado naquela época. Inclusive, aproveitei até pra apagar o comentário de antes. :unsure:
Sei lá, não sei se ligo tanto pra auto-escalação, depende da escala também, a Neuza Azevedo é uma das minhas diretoras preferidas e ela se auto-escalava a RODO na Marshmallow, mas no caso dela eu tenho o apego afetivo a voz que vem desde que eu era cria e via Changeman, então me sinto enviesada demais pra comentar, fora que as direções dela na Marsh foram alguns dos últimos trabalhos com elencos de vozes mais "clássicas", não que isso seja inerentemente bom, mas a Neuza parecia ter uma lealdade aos antigos colegas de trabalho que eu admiro, até comentei aqui como, na minha opinião, a trilogia dos Anéis lá provavelmente foi um dos últimos filmes de destaque onde o elenco de dublagem tem tanto dublador das antigas de SP em papéis mais destacados, é tipo um canto de cisne da dublagem paulista antiga (da qual sou apaixonada, podem me chamar de nostálgica, não ligo) assim como outros trabalhos do estúdio na época e, sei lá, não vejo problema, até gosto muito dessas dublagens e enfim.

Outra coisa é que muitos dubladores somem e passam a só dirigir, e aí às vezes só dá pra ouvir as vozes deles por essas auto-escalações, como foi o caso da Neuza nessa época (anos 2000), ou da Denise Simonetto em direções dela na BKS, Orlando Viggiani na Vox, etc, e são todas vozes que eu curto muito então tendo a relevar certas auto-escalações. No caso de dubladores cariocas tem o Luís Manuel, que meio que se "escondeu" na Sincrovídeo e praticamente só aparecia porque se auto-escalava.

Acho que vira um problema quando é algo que se repete e que vira panelinha, porque aí impede o progresso natural da dublagem, surgimento de novas vozes e também impede que as vozes mais adequadas façam aqueles personagens, mas o assunto é meio complexo acho, e acho que existe panelinha em lugares onde as pessoas nem suspeitam tanto hoje em dia, porque é mais sútil, e qualquer suspeita pode ser jogada de lado porque existe a desculpa do "ah mas tem teste", pra mim isso não significa muito não, ainda pode existir panelinha, mesmo em estúdios grandes, mesmo na Disney.

Aliás, tenso a treta com o Diego Lima mais em cima, aqui no fórum todo mundo fala as coisas meio sem pensar direito às vezes, é uma pena que os dubladores fiquem sentidos com essas coisas, não sei se vale a pena estressar por isso porque aqui a gente é tudo zé ninguém dando pitaco sobre processos que a gente não conhece direito, sabe? E a gente faz essas coisas porque a gente gosta de dublagem, mas não tem as informações direito, aí cria essas situações chatas.
True love will find you in the end.

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