(10-07-2026, 09:55 )H4RRY51 Escreveu: Eu sou um tanto agnóstico com relação à sotaques na dublagem. Ao mesmo tempo que acho que um sotaque muito forte pode atrapalhar a experiência, eu também acho que faz parte de uma identidade regional do individuo, e querer apagar isso pode ser um problema. Eu mesmo sou baiano e moro em São Paulo há algum tempo e até hoje sigo com meu sotaque intacto, mas eu sei e conheço pessoas que possuem uma facilidade maior de perder o seu sotaque de origem quando mudam de estado. A Eleonora Prado mesmo é pernambucana e já não tem mais o seu sotaque pernambucano há anos, mas ela não perdeu o seu sotaque pra agradar um mercado e sim por questões de convivência mesmo. Já o saudoso José Santa Cruz vivia há anos no Rio e nunca perdeu o seu sotaque paraibano, e essa era a sua marca registrada na dublagem.No caso da Eleonora tem a questão dela ter ido pra SP com só 13 aninhos, e da família sempre ter tido o pé no teatro, se apresentavam por todo o Brasil.
Engraçado é que a Alna não teve essa experiência, mas ela também perdeu o sotaque, e acho que tem algo a ver com essa questão de viver com pé no eixo, virou professora e tudo mais, a dicção sempre muito elogiada.
A Zodja é de natal e também desde muito cedo trabalhou no eixo, mas nela eu noto mais sotaque. É diferente pra cada um, e acho que varia com a metodologia de trabalho de cada um.
True love will find you in the end.
