Bruna Escreveu:As vozes do Naruto clássico no caso foram escolhidas se baseando nas vozes americanas ou nas originais em japonês? Porque se for o primeiro caso, faria sentido as vozes serem meio que só "tangencialmente" parecidas, porque embora o cast americano seja bem escolhido e claramente siga fielmente as vozes japonesas, o brasileiro ainda ficaria com esse 'feeling' de "escolhido a partir do escolhido a partir do original", uma referência da referência por assim dizer.Em diversas entrevistas Úrsula chegou a relatar que o clássico foi dublado encima da versão em inglês em praticamente todos os países onde a Viz distribuiu a série porém no Shippuden haviam duas opções de áudio para os dubladores escolherem Japonês e inglês, uma coisa que percebi é que a Viz não é mais exigente como era antigamente, na época do Clássico os dubladores eram obrigados pela Viz a pronunciar corretamente os nomes dos personagens e se errasse eram obrigados a regravar inúmeras vezes até tudo sair perfeito, Eles também tinham que gritar com emoção nas cenas caso contrário eram novamente obrigados a regravar até ficarem roucos mas, parece que na época do Shippuden essas exigências acabaram, é possível notar muitos erros de dublagens e a Viz agora simplesmente deixa passar, Eles literalmente não dão a mínima para a qualidade mais, parece que acham muito caro mandar os estúdios corrigirem os erros e ter que pagar para os dubladores regravarem falas.
Enfim, falando em voice match, um exemplo que eu não entendo muito bem é o Renato Soares no Orochimaru, porque a voz do Renato não lembra em nada nem a original em japonês feita pela Kujira nem a americana feita pelo Steve Blum (que segue bastante o original), e eu acho esse caso interessante pra discussão do Cantú porque foi uma escala que caiu nas graças do povo, é de longe o trabalho mais lembrado do Renato, e não tem nada a ver. Pessoalmente, eu não gosto do Renato no Orochi nem nunca gostei.
Exatamente por isso, há inúmeros erros nas dublagens de Bleach e Hunter X Hunter, Eles estão simplesmente jogando as obras no colo dos estúdios e deixando os diretores fazerem a lambança que quiserem para não terem que pagar novamente para corrigirem os erros.