Reinaldo Escreveu:vc seguir "verbalmente" não diz nada, por isso quiseram tanto igualar via acordo estadual.
O que importa no fim é o que cai na conta. Já vi dubladores que trabalham em Campinas reclamarem da UP Voice, mas não vi os mesmos reclamarem da DC. Foi o caso da Tiana Bandeira no Dossiê do Márcio Seixas, e até do próprio Márcio Seixas falando no Dossiê em questão, com informações que ele tinha através dela e de outras fontes.
Não tenho os vídeos aqui porque ninguém sabe o fim que o Dossiê levou, mas em termos de condição laboral, a DC sempre tentou seguir o que era feito no eixo. A UP Voice é que era conhecida por descumprir normas básicas (como pagar por loop ao invés de pagar a hora inteira, por exemplo).
Kevinkakaka Escreveu:Imagine que uma categoria passou décadas pra conseguir que os dois polos principais de dublagem adotassem formas de remuneração similares.
Aí aparece um polo novo que consegue MUITO trabalho em pouco tempo, se utilizando de profissionais que recebem muito menos (ao contrário do que disseram, a empresa principal também era irregular nos pagamentos antes do acordo), de tal maneira que acaba desfalcando as outras duas praças.
Qualquer um nessa situação ficaria cabreiro. E ninguém é obrigado a elogiar nada se não sentir vontade.
Sobre irregularidade do pagamento, eu falo pelo que já ouvi de gente envolvida. O estúdio que sempre foi alvo de críticas internas é a UP, e não a DC. Não sei como tá hoje, porém. Ainda assim, entra de novo na questão do freelancer, quem dubla lá não deveria ser coagido por isso e nada justifica isso.
Ainda assim, isso não muda o fato da dublagem ser um setor privado. Existir normas de pagamento no RJ e em SP não anula as leis de mercado e como elas operam em qualquer meio. É como se nos EUA, a Bang Zoom e o SAG-AFTRA em Los Angeles fossem boicotar quem dubla pra Funimation no Texas, coisa que é impraticável; pelo contrário, eles abraçam os profissionais que lá trabalham. Ou então, como se uma escola privada fosse difamar a outra escola privada porque remunera seus professores de uma maneira diferente. Estamos falando de um setor privado, regido por concorrências de mercado, independentemente da história dele, e que em nenhum outro país opera dessa forma. Aqui no Brasil calhou de RJ e SP se desenvolverem, e darem origem a um cartel. Por sorte, esse cartel cada vez parece mais fraco.
E sendo um setor privado, o Sated-SP (ou mais especificamente, a comissão dentro dele) claramente agiu como cartel quando resolveu boicotar os profissionais de Campinas, ao invés de conversar e buscar soluções. Por sorte, o próprio mercado, e até alguns profissionais com uma visão um pouco mais atualizada de mundo entenderam que regulações profissionais não duram pra sempre. Até a previdência foi reformada, até o sistema tributário tem de ser reformado, o que dirá de uma indústria privada. Não dá pra achar que em plena era de streaming, as mesmas regulamentações profissionais de 15 anos antes, quando o DVD tava entrando em circulação, vão ser adequadas.