SuperBomber3000 Escreveu:O problema é a natureza da própria relação sindical no caso. Em nenhum outro mercado que eu lembre de cara acontece como aconteceu na dublagem com essa questão São Paulo x Campinas.
Um professor por exemplo, pode dar aula em colégio público e particular ao mesmo tempo, ele não vai ser coagido pelo estado ou pelo colégio particular a parar de trabalhar em um ou em outro. Ele pode ainda dar aulas particulares se quiser, que isso não é da conta de nenhum dos colégios em que ele trabalha. É da natureza de um freelancer que ele possa trabalhar dessa maneira.
No máximo, isso teria sido válido se a relação sindical dos dubladores aqui no Brasil fosse igual ao que é nos EUA, como com o SAG-AFTRA em Los Angeles ou o ACTRA no Canadá. O dublador assina com algum dos sindicatos em questão e aí ele realmente não pode trabalhar fora das normas de ambos (embora tenham muitos lá que façam isso usando nome falso, mas isso é outra história). Só que é uma relação completamente voluntária, e não cartelizada como tava sendo aqui. Os dubladores de SP nunca assinaram contrato algum determinando que era pra ser dessa forma ou que concordavam com isso.
E no caso dos estúdios de Campinas especificamente, o que eu sei que expressamente descumpria ordens e desrespeitava funcionários era a UP Voice, tanto que até no Dossiê Márcio Seixas a UP Voice foi citada. A Dubbing Company não tava formalmente no acordo, mas tentava seguir o que já era estabelecido ao menos e da parte dos dubladores que lá trabalhavam, nunca foi alvo real de críticas por razões trabalhistas como a UP Voice foi.
Resumindo: Foi mais birra da classe pelo fato de uma série bem conhecida estar sendo dublada fora do eixo Rio-São Paulo. Perceba que nenhum dublador desses dois polos comentam sobre a dublagem, até o Briggs, que vive fazendo posts sobre a série, fala a respeito. Ele prefere postar vídeos no áudio original do que a versão dublada. É como se a dublagem brasileira dessa série não existisse para esses dubladores. Lamentável demais...