Daniel Felipe Escreveu:Você se doi por coisas pequenas, principalmente porque não segue o seu padrão de pensar, são pseudo dublagens sim, e sabe defendo a dublagem brasileira verdadeira nem que isso custe o meu lugar aqui.
Acho que talvez seja bom eu me abster, já que depois vou ficar com fama de encrenqueiro e não quero isso.
Eu apenas sei olhar a realidade que acontece a minha volta. Não estamos em 2001 mais, até gostaria que estivéssemos, é uma época nostálgica pra mim, só que não adianta fingir que a realidade não é o que é. E também não adianta bancar o ignorante que não tem a mínima noção do que é legalidade das coisas e depois falar um monte de bobagem. Não é o "meu padrão de pensar", é apenas a realidade do momento.
Falando de qualidade apenas: a dublagem fora do eixo RJ-SP é ruim no geral? Com certeza. Mas não é escrevendo feito um semi-analfabeto raivosinho que as coisas vão mudar pro lado delas. Crítica decente é crítica construtiva, e não hate gratuito.
Reinaldo Escreveu:nem to falando falo da Artway e seu passado, nem intrigas com pessoal antes do acordo com Campinas.
não dá pra dizer que os outros fazem parte do mercado porque 99% do que sai dublado nem cogitam ir pra eles. e se ganham alguma projeção é por terceirização ou preço baixo.
Sim, isso eu concordo. As vezes as terceirizações acontecem até de estúdios de dentro do eixo RJ-SP, vide a Bravo Studios com Brasília (Megalobox), e a inusitada parceria entre a All Dubbing e alguns estúdios mineiros (como aconteceu na série Warriors: A Batalha de Todos os Dias da Netflix).
No entanto, esse 1% ainda existe. Aliás, se tratando de algumas mídias muito específicas, como games, esse número já foi maior que 1% no passado, já que POA costumava pegar bastante coisa, e até o atual dublador do Darth Vader nos jogos, o Kiko Ferraz, dubla de lá mesmo quando a dublagem é feita no eixo RJ-SP, as distribuidoras mantém a voz dele no personagem dublando de lá, como no último Star Wars: Jedi Fallen Order.
Mas de resto, tirando RJ-SP, Campinas e Miami, o resto do mercado em números, é ínfimo. Tanto que essa dublagem de Parasita deve ser o maior trabalho que BH já fez, maior até que Madman e algumas produções da HBO.
Aliás, teve caso de dublador que saiu de BH e foi pro eixo RJ-SP, o Dlaigelles Riba (embora não tenha dublado em BH que eu saiba, mas é de lá) veio pra RJ-SP e já tem uma carreira mais que consolidada. O Renato Hermeto é outro exemplo, hoje é diretor de dublagens de games na Maximal de SP e já dublou em BH. E esse tipo de troca é algo muito interessante, que inclusive poderia gerar frutos se acontecesse ao reverso. Só que pessoas como o Daniel Felipe com um pensamento 20 anos atrasado acham terrível. Só complementando o que eu tava falando pra ele.