chrisliter1 Escreveu:Apesar de ter essa propensão para o histrionismo e a malandragem (acho que ele até se sentia mais a vontade nesse tipo de papel), o André não era necessariamente um refém dessas características, ele sabia se colocar no personagem de acordo com a proposta apresentada, entregando atuações mais sérias e sutis com igual desenvoltura. No caso do Sean, acho que ele conseguia ser bastante fiel ao original, jogando a voz um pouco para baixo, adotando aquele "s" carregado do escocês e traduzindo muito bem o cinismo e a ironia que, muitas vezes, disfarçavam um comportamento mais brutal e irascível, traços marcantes do estilo de atuação do Connery... mas, para ser sincero, preferia ele justamente na versão mais velha do ator, no caso do James Bond por exemplo, acho que ele se saiu bem melhor no Roger Moore.
Respeito a sua opinião Chris, embora, imagino que vc saiba que eu não concordo totalmente com o que vc diz, e vou tentar explicar o porquê.
Pra ser sincero, na minha opinião, o problema que senti com o AF no papel foi que ficou caricato, de uma forma excessiva. O Pádua foi mais contido. Cada um no seu estilo, e cada qual deu o melhor de si ali, não duvido, os dois são grandes profissionais. A meu ver, comparando as três versões, original e as duas dublagens, o Pádua se aproximou mais do trabalho original. Isso não quer dizer que o AF fique ruim no Connery, mas nesse trabalho especificamente, acho que pecou um pouco, como eu disse, pesou nessa coisa 'caricata'. Já o Milani foi o contrário, no Sean Connery, ele parecia estar sem vontade de fazer o trabalho, sei lá, não teve aquela verdade. A voz dele é a mais parecida com a voz do ator, e ele dublou por muitos anos, quer dizer, não era um cara inexperiente, não consigo compreender o que aconteceu.
Um ator que eu acho que o AF ficava legal era o Donald Sutherland. Outro ator que eu acho que ele dublou muito bem foi o Patrick Stewart. Morgan Freeman idem, e tantos outros. E fico imaginando a voz dele no Cary Grant, acho que seria demais. Em Cabaret, por exemplo, nunca vi o AF no Helmut Griem, mas putz, eu vi no original, e já parecia o André Filho falando.