Engraçado é que um dos tópicos do fórum antigo que ainda podem ser visualizados é, justamente, sobre uma escolha considerada controversa, na época, do Pádua Moreira. Era o Márcio Simões no Coringa do Heath Ledger. Agora cerca de 10 anos depois vivemos a mesma situação. Na época a Flavinha Saddy defendeu o trabalho do Pádua, justificando os anos de experiência e os trabalhos bem sucedidos que ele teve ao longo da sua vasta experiência como diretor de dublagem.
É uma situação bem complicada essa, nós como fãs de dublagem temos uma noção de como as coisas funcionam, e como deveriam ser, pra ficarem legais e tudo. O problema é que na prática é outra história. E a dublagem assim como qualquer coisa na vida tem dessas coisas, dessas imperfeições que temos que aceitar, que nem sempre são tão imperfeitas assim como pensamos, mas as vezes são piores também (rs).
Eu acho super justa a crítica, embora eu não conheça os atores que o pessoal tá falando aí. Infelizmente, como diz o ditado português, Inês é morta, nada mais resta a ser feito. Agora é esperar pra ver no que vai dar...
Essa situação toda me lembra a entrevista do Dário de Castro feita pelo Márcio Seixas. Nela ele comenta essas vivências da vida de diretor, numa dessas ele fala de uma atriz uma vez que ele teve que escalar a Mariângela, mesmo achando que não combinava ele seguiu as indicações e a convidou, e ao final dos trabalhos deu tudo certo e ela se adequou bem ao papel e à atriz, que ela já havia feito em outras ocasiões. Ele termina dizendo mais ou menos isso: 'gosto é gosto, outra coisa é a qualidade do trabalho que a pessoa tá fazendo, você pode até não gostar, mas tem que reconhecer um trabalho bem feito'.
Isso que o Dário disse, acabou me fazendo refletir sobre vários posicionamentos que eu tive e ainda tenho sobre determinadas dublagens, e ao me deparar com a situação, acabo ficando hoje mais leniente diante deste tipo de situação. Por exemplo, quem escalaria o Dário de Castro pra dublar o Joe Pesci? Eu nem pensaria de primeira nessa possibilidade, no entanto, ele dubla esse ator há anos, e quem conhece o trabalho do Joe Pesci no original, sabe que a voz dele é muito semelhante em tom e timbre, enfim, à voz do Mário Jorge Andrade. Outro caso é o Silvio Navas, no próprio Joe Pesci, eu se fosse diretor escolheria o Mário Jorge, mas o trabalho do Silvio foi espetacular no ator, tanto que eu gostaria que o Silvio tivesse feito ele em mais filmes, e foi uma escolha acertadíssima do Pádua Moreira na Delart.
É claro, que tem casos, como o Eduardo Borgerth no Robert De Niro, que são inaceitáveis, mas vai lá saber os motivos por trás disso. Bastidor é bastidor, afinal.
Concluo dizendo, o que já dito, agora nos resta esperar pra ver no que vai dar.
É uma situação bem complicada essa, nós como fãs de dublagem temos uma noção de como as coisas funcionam, e como deveriam ser, pra ficarem legais e tudo. O problema é que na prática é outra história. E a dublagem assim como qualquer coisa na vida tem dessas coisas, dessas imperfeições que temos que aceitar, que nem sempre são tão imperfeitas assim como pensamos, mas as vezes são piores também (rs).
Eu acho super justa a crítica, embora eu não conheça os atores que o pessoal tá falando aí. Infelizmente, como diz o ditado português, Inês é morta, nada mais resta a ser feito. Agora é esperar pra ver no que vai dar...
Essa situação toda me lembra a entrevista do Dário de Castro feita pelo Márcio Seixas. Nela ele comenta essas vivências da vida de diretor, numa dessas ele fala de uma atriz uma vez que ele teve que escalar a Mariângela, mesmo achando que não combinava ele seguiu as indicações e a convidou, e ao final dos trabalhos deu tudo certo e ela se adequou bem ao papel e à atriz, que ela já havia feito em outras ocasiões. Ele termina dizendo mais ou menos isso: 'gosto é gosto, outra coisa é a qualidade do trabalho que a pessoa tá fazendo, você pode até não gostar, mas tem que reconhecer um trabalho bem feito'.
Isso que o Dário disse, acabou me fazendo refletir sobre vários posicionamentos que eu tive e ainda tenho sobre determinadas dublagens, e ao me deparar com a situação, acabo ficando hoje mais leniente diante deste tipo de situação. Por exemplo, quem escalaria o Dário de Castro pra dublar o Joe Pesci? Eu nem pensaria de primeira nessa possibilidade, no entanto, ele dubla esse ator há anos, e quem conhece o trabalho do Joe Pesci no original, sabe que a voz dele é muito semelhante em tom e timbre, enfim, à voz do Mário Jorge Andrade. Outro caso é o Silvio Navas, no próprio Joe Pesci, eu se fosse diretor escolheria o Mário Jorge, mas o trabalho do Silvio foi espetacular no ator, tanto que eu gostaria que o Silvio tivesse feito ele em mais filmes, e foi uma escolha acertadíssima do Pádua Moreira na Delart.
É claro, que tem casos, como o Eduardo Borgerth no Robert De Niro, que são inaceitáveis, mas vai lá saber os motivos por trás disso. Bastidor é bastidor, afinal.
Concluo dizendo, o que já dito, agora nos resta esperar pra ver no que vai dar.
