(05-09-2026, 22:03 )Bruna Escreveu:Citação:Conversei com um diretor que trabalhou várias vezes com ela e ele me disse que era difícil dirigir a Alexia, por isso não escalava mais ela. Que achava ela uma pessoa muito boa, legal, gentil, educada. Além de pontual, algo importânte no segmento. E acima de tudo, este é um diretor que acredita na importância da inclusão e por isso insistia nela. Mas que era complicado pois ela não atingia o que ele esperava de interpretação, sincronia e resultado final. E além de tudo SUPOSTAMENTE este resultado ainda demorava pra sair. Que ele deixar de escalar a Alexia foi uma questão puramente artística, que não sentia que ela atingia o esperado pelo cliente e pelo estúdio. E que lamentou muito ela não entender isso e parar de falar com ele. Até disse: "Quem sabe em Campinas ou polos alternativos ela teria mais sucesso, lá eles tem mais tempo e mais tolerância com resultados".Trago esse post aqui do fórum pra fazer uma pequena reflexão/desabafo. Escolhi tirar o nome da pessoa pra que ela não se ofenda de eu ter mencionado seu nome ou qualquer coisa parecida.
Quando a saúde mental frágil, perguntei para um OUTRO diretor sobre isso de forma GENÉRICa, que me disse: "Isso é industria, ritmo industrial, aqui é um negócio, é lucro. Quem tem problema de saúde mental deve ir pro CAPS, procurar um psicologo, um psiquiatra e se tratar. Não é lugar para esta pessoa um ambiente com a cobrança de resultado de forma rápida como a dublagem, não tem outra maneira, tem que mudar de profissão. A dublagem cobra muito e precisa de quem aguenta isso. Isso não vai mudar, mudar seria dar prejuizo."
O apelo que eu gostaria de fazer aos membros do fórum é que usem seu senso crítico quando ouvirem histórias de dubladores que são "difíceis". Acho que esses dois casos, da Aléxia e do Ettore, assim como muitos outros que ocorrem e se repetem o tempo todo, ilustram uma verdade mais complexa: muitas vezes a maior dificuldade que um dublador pode dar a um estúdio ou a um cliente é ser um humano que sofre, pensa, sente, que tem seu próprio ritmo. Tanta gente caiu em cima do Ettore nesses últimos tempos, falando mal mesmo do cara como pessoa, e no fim ele tinha um câncer que nem era público, que a gente não sabia... porque acontece; muita coisa a gente não sabe, e aí julgar fica complicado quando a gente não tem esse conhecimento.
Eu confesso que não tenho tanto medo da IA, e sei que muita gente fala da IA "acabar" com a dublagem humana e tudo mais, mas é preciso entender que a mesma mentalidade que quer clonar as vozes dos dubladores e tirar o emprego deles, é a mesma que já, na atualidade, não poupa esforços pra tomar qualquer atalho possível: o mínimo pagamento possível pelo máximo de horas possível, tudo "pra ontem", corta ligações com quem fala muito alto o que todo mundo pensa... é assim que funciona.
A máquina não vai parar, não vai pedir licença, e a IA é só a ponta do Iceberg.
Eu concordo em gênero, número e grau! Dubladores não são máquinas pra fazerem tudo de forma acelerada, são seres humanos com qualidades e defeitos. E como já dizia aquela frase: "a pressa é inimiga da perfeição"
É preciso saber viver!
(Este post foi modificado pela última vez em: 06-09-2026, 00:02 por Duke de Saturno.)
