taz Escreveu:Nós que estamos do lado de fora do mercado, não temos condições de mensurar variáveis que são importantes no processo de dublagem. Por isso q a gente não pode dizer, "vai ser assim", pq pode ser q não seja do jeito q nós estamos pensando.Pois é, taz, mas é que eu sinto que foi criado um espantalho da reação que o povo teve aqui, não vi ninguém dizer que tem que ser de um jeito, que VAI ser de um jeito, inclusive o DL veio aqui pra tratar de questões que ele mesmo admite que o povo daqui nem tocou (por exemplo, criticar o profissional em questão num ambito individual), e houveram algumas coisas que foram meio que exageradas demais.
Há muitos anos, quando escalaram o Simões no Heath Ledger, no filme do Batman, outros membros, deste mesmo fórum, tiveram uma reação bem semelhante (ou talvez até mais forte) que essa de agora. Aconteceu muito isso.
E hoje é uma escala que muita gente acha que deu certo, que foi legal. Mas na época, era considerada uma escolha impensável. Teve membro querendo aposentar (isso mesmo), aposentar o diretor de dublagem do filme.
Quer dizer, vamos com calma. Não sejamos apressados em julgar.
Eu, você, todo mundo aqui já criticou dublagens e escalas apaixonadamente, as vezes a gente passa dos limites até, faz parte do nosso hobby, nós pensamos entender e baseado no que pensamos entender a gente critica, porque no fim a gente quer que o produto seja o melhor possível, assim como o Diego Lima e o povo envolvido na dublagem do filme do The Rock (que a esse ponto eu até esqueci porque essas ultimas páginas do tópico foram uma montanha russa) quer, eu imagino.
E o meu ponto todo é que, embora seja uma questão pessoal, a gente ainda pode ter uma discussão legal, embasada, e pode apresentar argumentos com tanto mérito artístico e profissional quanto o de um diretor de dublagem, porque ser artista, entender de arte ou simplesmente enteder do que se gosta como consumidor de arte, essas coisas não são coisas que a gente precisa necessariamente assinar uma carteira que diz que nós somos aquilo. Eu sou artista, a minha vida inteira fui, sempre serei, e ganho a vida na medida do possível com a minha arte, mas eu não me julgo mais competente em falar de música ou escrita do que alguém que estuda essas coisas, eu acho que a escuta nesse caso é muito mais enriquecedora, conhecer a contradição, o ponto de vista diferente, e entender que as vezes não é nem necessariamente uma contradição, as vezes acaba virando um complemento ao seu próprio entendimento, sabe?
True love will find you in the end.