H4RRY Escreveu:Curiosamente, houve dois momentos em que o Luffy dublado gritou nomes em português no final dos seus golpes, mas foi nesse contexto cômico mesmo, um foi Gomu Gomu no - "Pode não" e o outro foi Gomu Gomu no - Hélice (quando Luffy tentou fazer uma hélice pra movimentar um barco na saga dos piratas Foxy). Eu acho que se houver outras situações cômicas envolvendo o golpe do Luffy o Glauco pode abrir uma exceção, mas mesmo assim, concordo, é frustrante ter que ouvir os nomes todos em japonês pros golpes. E pelo visto esse é um assunto que pega no calo do Glauco, porque é um questionamento que sempre é levantado pelos fãs nas lives e ele sempre pega pilha. O mesmo já disse em lives que não suporta as traduções dos golpes que foram feitas em Naruto, então bem provável que ele tomou essa iniciativa de One Piece também levando em conta o seu gosto pessoal...
A verdade é que Glauco deveria sair da direção de dublagem de One Piece, por mais fã que ele seja, o problema está justamente aí, o lado fã dele fala mais alto e isso afeta de certa forma o trabalho. Eu preferiria um novo diretor que fizesse as localizações dos termos, mesmo que haja inconsciência, do que manter esse padrão, mesmo que eu ache improvável disso acontecer...
Sim, eu lembro da cena da hélice, e na verdade ela é só um dos vários exemplos do porquê traduzir os ataques do Luffy era mais do que necessário. O problema é que a tradução do ataque só nesse ou em outro momento excepcional já cria uma incoerência mais que óbvia, inclusive quando se olha a semântica do português e do japonês é incoerente ter "gomu gomu no (palavra em português)", similar ao "Deus Bills-Sama" de Dragon Ball Super que o Del Greco também embrenhou na tradução.
Era tão mais simples e fácil manter o que a dublagem da DPN já havia feito, a tradução/adaptação dos ataques feita pelo Nelson Machado, baseada nos mangás da Conrad e que era uma terminologia de dublagem funcional, pautada em linguagem falada e não escrita (e mesmo na linguagem escrita existem ressalvas, os fansubs que mantinham os golpes em japonês bem ou mal colocavam notas de rodapé traduzindo os ataques). Mas ao invés disto, se preferiu dar espaço para agrados a otakus que nem de dublagem gostam. O Luffy imita objetos com o corpo e grita os nomes desses mesmos objetos, entendo até querer manter coisas como "Pistol", "Rocket", "Red Hawk", ou os Gears, que no original já são em inglês, mas manter "tonkachi", "ono", "kazagurumá", "kanê", "muchi", "fusen", "ozuchí" e outras tantas palavras em japonês que nada comunicam com o público brasileiro simplesmente não faz sentido e não é logicamente defensável.
Como eu falei, seria maravilhoso se alguém dentro da Toei visse o que foi feito ao longo dos primeiros 500 episódios de One Piece no script da dublagem brasileira e mandasse a Unidub fazer uma redublagem parcial dos ataques do Luffy e dos palavrões todos que foram inseridos desnecessariamente no anime. Mas isso acontecer é extremamente improvável, o que é uma pena. Mas também é uma pena que a dublagem brasileira de One Piece seja a única a nível mundial que fez essa prastada de manter praticamente todos os ataques de todos os personagens no original, mantendo todo um glossário gigantesco em japonês dentro de uma dublagem, linguagem falada em outro idioma.
H4RRY Escreveu:Sobre a Samira na Robin, sendo sincero de início eu achei estranho, mas eu aprovei, a voz combina muito bem. A Samira na Nami, já eu acho um tanto disfuncional, é uma voz grave que não sei se combina com a personagem, esse definitivamente, pra mim, foi um erro da primeira dublagem. Agora concordo também que poderiam ter escolhido outra voz pra ela na nova dublagem sem ser da Tati, como citaram aí, a Luiza Porto faria um excelente trabalho...
Sobre a Samira na Nami ou na Robin, acho que o pessoal se acostumou muito com um registro mais grave que ela tem e que ela usou em outros papeis até mais recentes mesmo, como a Nightfall em Spy x Family ou a Major nos filmes de Ghost in the Shell. Só que a voz dela é muito elástica, e ela tem plena capacidade de alcançar aqueles agudos de antigamente mesmo hoje. Ela dublando a Nami ao invés da Robin na redublagem faria um trabalho igualmente bom. Uma dublagem da mesma época do início da redublagem de One Piece, é a de um anime chamado Sword Gai para a Netflix, onde a Samira dubla uma colegial que fala com voz aguda, e o trabalho dela é muito convincente, ela não perdeu o agudo, mesmo.
No caso da Robin, eu apenas preferiria uma voz com um voice-match mais adequado ao japonês, mais grave e ao mesmo tempo mais sensual, misterioso, que lembre um pouco o "femme fatale" que a personagem é no original. A Márcia Regina ou mesmo a Priscila Franco talvez entregassem isto muito melhor que a Samira. E eu também falo visando uma certa justiça ao elenco antigo. Entendo que nos critérios da Toei haviam vozes que não teriam a menor chance de passar, como o Vágner no Luffy ou o Fábio Lucindo no Chopper, mas é fato que o Glauco, considerando o que ele mesmo já falou em lives, nunca teve muito apreço pelas vozes da DPN, e é uma pena porque as melhores escalas daquela versão acabaram sendo descartadas sem consideração, o Rodrigo Andreatto no Usopp mesmo como falei antes, e a própria Samira na Nami.
Eu lembro do Glauco dizendo que ele e o Francisco Júnior há uns 8, 9 anos atrás ficavam confabulando sobre "quem poderia dublar One Piece" se o anime voltasse, basicamente confirmando que nunca gostaram do elenco original ou das escolhas dele, e aí direito deles, OK, mas fica a observação, porque eu duvido que para esses dubladores ele tenha pedido para a Toei fazer o teste com mais uma cena diferente ou algo do tipo, como ele mesmo já disse que fez com a Carol no Luffy para que escolhessem ela.