Sobre o negócio do "SATED dos EUA" que na verdade é o SAG-AFTRA, é possível que exista um respaldo dele nessas dublagens em português feitas por lá. A Voxx Studios mesmo, que deve ser o estúdio de Los Angeles mais proeminente em dublagens em português, seguiu todo o protocolo que o SAG-AFTRA criou para dublagem na pandemia, por exemplo.
O problema por si só não é sindical, até porque é um trabalho feito sob a jurisdição de outro país, não tem o que o SATED fazer diretamente. Há falta de técnica e de tradição em dublagem por lá, o que resulta em porcarias como Wolf Pack. Não é a mesma situação que seria se, por exemplo, um estúdio de São Paulo decidisse pagar menos.
Eu concordo que a dublagem desses polos é inferior a do eixo RJ-SP, é fato. Mas ela existe e na lei nunca houve problema com isso. E por si só, não é uma coisa que acontece só com dublagens em português ou com o Brasil. Norte-americanos convivem com dublagens feitas no Canadá, na França, em Hong-Kong e outros lugares, franceses e canadenses convivem com dublagens feitas em ambos os países, países africanos convivem com dublagens feitas no Brasil em português, e assim em diante. É uma coisa que sempre aconteceu e no mundo todo.
É verdade que as dublagens dessas séries feitas em LA são horríveis, mas eu concordo com a Bruna quando ela argumentou que o cerne da questão não é especificamente a nacionalidade desses trabalhos, mas a qualidade por si só. O fato dessas dublagens não serem brasileiras no sentido literal é verdadeiro e fácil de denotar, mas aí quando um polo brasileiro, mas fora do eixo RJ-SP se destaca, e com qualidade igual a de LA, esse argumento cai por terra. Não é atoa que as dublagens de Miami feitas depois que Júlia Castro, Fernanda Crispim, Igor Lott, Bruno Mello, Airam Pinheiro, Luiz Laffey, Fabíola Giardino, Roberto Rodrigues, Luciano Monteiro e outros se mudaram para lá ficou melhor que a dos demais polos brasileiros fora do eixo RJ-SP, como Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, etc.
Aliás, por mais que eu não concorde com o jeito como Rayanni e Mabel lidaram com a situação, é meio injusto que esses dubladores que eu mencionei no parágrafo anterior não tenham o mesmo tratamento que elas estão tendo. Não que eu deseje que eles tenham, mas alguns deles continuam dublando remotamente para estúdios grandes do Brasil sem parar, coisa que pelo visto não será mais possível para Mabel e Rayanni.
(Este post foi modificado pela última vez em: 06-02-2023, 18:00 por SuperBomber3000.)
O problema por si só não é sindical, até porque é um trabalho feito sob a jurisdição de outro país, não tem o que o SATED fazer diretamente. Há falta de técnica e de tradição em dublagem por lá, o que resulta em porcarias como Wolf Pack. Não é a mesma situação que seria se, por exemplo, um estúdio de São Paulo decidisse pagar menos.
Henrique Carlassara Escreveu:Sou totalmente a favor dessa lei das dublagens brasileiras serem feitas somente no Brasil. Daqui a pouco já vai ter gente achando normal dublagem feita em Buenos Aires, em Miami e em Los Angeles.
Não é porque produto x ou y tá fazendo sucesso que é sinal que todo mundo amou a dublagem. Às vezes não tem muita saída, principalmente se o público alvo não tenha tanto discernimento sobre isso.
É o barato que sai caro. Não é normal e ninguém tem que aceitar isso! Lá vai a Paramount com 3 séries destruídas por aquela dupla e eu não encontrei até agora ninguém satisfeito ou que tenha falado bem daquela nojeira.
As dublagens precisam ser feitas no Brasil com atores e dubladores, de verdade, não pessoas que moram fora e sabe falar/ler um texto em português.
Eu concordo que a dublagem desses polos é inferior a do eixo RJ-SP, é fato. Mas ela existe e na lei nunca houve problema com isso. E por si só, não é uma coisa que acontece só com dublagens em português ou com o Brasil. Norte-americanos convivem com dublagens feitas no Canadá, na França, em Hong-Kong e outros lugares, franceses e canadenses convivem com dublagens feitas em ambos os países, países africanos convivem com dublagens feitas no Brasil em português, e assim em diante. É uma coisa que sempre aconteceu e no mundo todo.
É verdade que as dublagens dessas séries feitas em LA são horríveis, mas eu concordo com a Bruna quando ela argumentou que o cerne da questão não é especificamente a nacionalidade desses trabalhos, mas a qualidade por si só. O fato dessas dublagens não serem brasileiras no sentido literal é verdadeiro e fácil de denotar, mas aí quando um polo brasileiro, mas fora do eixo RJ-SP se destaca, e com qualidade igual a de LA, esse argumento cai por terra. Não é atoa que as dublagens de Miami feitas depois que Júlia Castro, Fernanda Crispim, Igor Lott, Bruno Mello, Airam Pinheiro, Luiz Laffey, Fabíola Giardino, Roberto Rodrigues, Luciano Monteiro e outros se mudaram para lá ficou melhor que a dos demais polos brasileiros fora do eixo RJ-SP, como Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, etc.
Aliás, por mais que eu não concorde com o jeito como Rayanni e Mabel lidaram com a situação, é meio injusto que esses dubladores que eu mencionei no parágrafo anterior não tenham o mesmo tratamento que elas estão tendo. Não que eu deseje que eles tenham, mas alguns deles continuam dublando remotamente para estúdios grandes do Brasil sem parar, coisa que pelo visto não será mais possível para Mabel e Rayanni.