Neo Hartless Escreveu:Uma coisa que eu tô vendo é trocarem sotaques britânicos por sotaques do Sul do Brasil, vide o Coran (reginaldo Primo) do Voltron ou a Vambre (evie sadie) do desenho Poderosas Magiespadas. Fica uma coisa super caricata, mas no original também são americanos imitando o sotaque. Isso eu acho legal.
Mas pra mim mais do que sotaque regional, deveria ter MUITO mais linguagem coloquial na dublagem.
Todo mundo falando corretotoda hora é uma coisa que me incomoda demais.
Não em programas infantis em geral, porque na maioria deles a ideia é ter uma linguagem mais correta possível.
Mas eu sinto falta de coloquialismos, falta de concordância de numero (nois vai), e etc em dublagem. Pra mim isso torna os diálogos muito mais naturais.
Pode ser que eu seja uma minoria.
Por mais estranho que pareça, polos fora do eixo RJ-SP costumam ter mais preocupação com coloquialidade que as casas mais famosas. Campinas que o diga (não atoa dublagens como Rick and Morty e Final Space foram elogiadas), ou até Curitiba, vide as horrorosas dublagens do anime AICO Incarnation e de vários k-dramas da Netflix, que embora sejam extremamente mal atuadas, soam bem naturais e coloquiais com relação aos scripts.
Se bem que, mesmo no eixo RJ-SP, coloquialidade é algo que tem aparecido bem mais ultimamente. Em 2018 a dublagem brasileira, seja no eixo RJ-SP ou fora dele, como um todo, é bem mais coloquial do que era há 10 ou 20 anos atrás. Atualmente várias dublagens de streaming e TV à cabo possuem gírias, expressões cotidianas e coisas do tipo que aproximam muito mais o consumidor do produto.